A razão, a cobrança e o risco

Segue texto do Paulo SRita, que resume com muita propriedade a situação que vivemos em MG:

“A necessidade de uma imprensa séria é do torcedor Mineiro. Cruzeirenses, atleticanos, americanos (todas as torcidas) e todos que acompanham o futebol do nosso estado, precisam de informações mais serias sobre o esporte em Minas. Não concordo com alguns comentários dizendo que seria mais fácil parar de assistir os programas e rádios. A questão é que não é um protesto contra os meios de comunicação. O que queremos é o direito de ter a informação verdadeira e transparente. O problema maior é esse mesmo, uma carência de uma imprensa que joga com nós consumidores e com a verdade. Nós torcedores precisamos de veículos de comunicação e isso é nosso direito e cabe a nós decidirmos o que realmente é melhor. A maioria sempre define as regras, e se depender de nós, Cruzeirenses integrantes da maior de minas, isso mudara logo!”

E também belo texto do Robson Tovarish que reforça o exposto acima, e nos “cobra” uma postura mais aberta nas cobranças, mostrando a cara para eventuais discussões:

“Um movimento democrático como esse, tem que ter na suas bases, os mais respaldados e lícitos ideais de ações democráticas. O alvo não é os meios de comunicação e sim o direito de resposta. Os dois lados têm direitos e deveres. Queremos pautas mais justas e verdadeiras para o jornalismo esportivo, isso leva a crer aos olhos da comunidade que uma das partes está sendo menosprezada.

O movimento cruzeirense, como aqui se nomeia, tem o direito constitucional de ser bem informado, mas, o que é ser bem informado? Quais os direitos e deveres do movimento? Quais os direitos e deveres dos órgãos de imprensa? O movimento cruzeirense se guarda no direito constitucional de falar, escrever e protestar o que quiser. Os veículos de comunicação têm o direito constitucional de falarem, escreverem e mostrarem o que quiserem. O que não se pode, e é inadmissível, pelas leis brasileiras, é fazer apologia ao crime de falsa ideologia, ofensas morais e incitação a violência. Cabeça foi feita para pensar.

Parem com essa “Birra” e se organizem. Somente assim as fileiras do movimento vão estar mais recheadas de valores importantes, que sem dúvida vão pesar muito na balança, quanto precisarmos SENTAR A MESA e reivindicarmos os direitos LÍCITOS da torcida cruzeirense. Lembrem-se, os dois lados têm direitos e deveres.”

Robson, sua sensatez e envolvimento lhe permitem nos cobrar. Já debatemos esse tema superficialmente e entendo sua posição. Fato é que os organizadores deste movimento são todos profissionais e pais de família que temem bater de frente com órgãos de imprensa que dominam o estado. Muitos são empresários que podem ter suas empresas prejudicadas por ações da mídia. Eles são capazes de tudo. Infelizmente ainda não temos uma organização suficientemente forte para tomar este risco. Vamos continuar debatendo e avaliando caso a caso. Continuamos contando com sua imensa colaboração neste espaço. Suas cobranças e críticas são sempre bem vindas.

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16 Respostas to “A razão, a cobrança e o risco”

  1. Robson Tovarish Says:

    Caro Editor

    Talvez as minhas cobranças podem não chegar bem a olhos e a ouvidos dentro da comunidade deste blog cruzeirense, mas, é perceptível a alienação, talvez involuntários e apaixonados de alguns comentários deixados aqui neste espaço. Comentários que contaminam o oxigênio com rastros de apologias.

    Não quero de forma alguma, inibir (e nem posso) o direito de todos fazerem seus comentários, porem alguns textos são carregados de emoção, que é de forma notória o intuito deste blog, mas fica no “ar” o cheiro do rancor e adjetivos carregados de violência. Alguns dias atrás, aqui mesmo, eu disse que não podemos nos deixar levar pela emoção, todos nós que aqui deixamos nossos pensamentos, estamos de forma direta e indireta fazendo jornalismo e comunicação.

    Portanto temos que cumprir com nossas responsabilidades e deveres, em manter o equilíbrio e deixar aflorar o lado da razão. Se o direito democrático nos apóia para podermos ter este espaço, e espalhar para o mundo nossos pensamentos, angústia, reivindicações, conquistas e as desigualdades. Então: São as causas e efeitos, se você critica é criticado, se ameaça, será ameaçado, se quer o dialogo, haverá ouvidos preparados para escutar.

    Isto pode parecer filosofia barata para muitos, mas, esse é o nosso cotidiano, vivemos e respiramos as leis de causas e efeitos. Enfim, quando conclamo, que devemos priorizar o dialogo, é porque querendo ou não, somos formadores de opiniões, e aqui fazemos deste espaço, o nosso veiculo de comunicação, que leva de norte a sul, de leste a oeste, as nossas mensagens para dentro e fora do www. Façam uma reflexão de alguns textos expostos neste veículo, e sentiram a grande quantidade de realismo, notoriedade, prudência e ainda, a grande formação, notoriamente, de glóbulos Azuis.

    • imprensamineira Says:

      Mais uma vez agradeço suas palavras elogiosas e coerentes. Da mesma forma agradeço as críticas quando elas vêem. Sempre nos fazem discutir internamente e repensar nossas ações. Mais uma vez reitero que este espaço não é meu, nem dos organizadores do movimento. Nós apenas nos organizamos para criar um espaço para todos, apenas montamos o palanque para que todos usem o parlatório. Esse é o espírito. Ações mais diretas, cara a cara, já foram feitas, alguns resultados conseguidos, outros não, mas temos que ir aos poucos, com cuidado, sem se expor ao extremo. Agradeço mais uma vez sua participação que já se tornou imprescíndivel nesse espaço. Abraço fraterno

  2. André Ponte Preta Says:

    Senhores, boa tarde.
    Cá estou eu, depois de alguns dias, saudoso do papo amigo e inteligente que vocês sempre me oferecem.
    Sobre este post, como atleticano que sou, quero dizer que concordo com ambas as posturas.
    Sei que o movimento de vocês é coordenado por cruzeirenses que chefiam famílias e empresas em MG. Como pais de família e empresários que alguns de vocês são, é totalmente compreensível que vocês temam represálias por parte de setores influentes da imprensa mineira, que não só podem, por meio de ações virais, expor pessoas inocentes a situações indignas, mas também podem prejudicar o trabalho e o emprego de diversas pessoas.

    Por que estou tecendo este comentário?
    Porque acredito que grande parte da imprensa mineira tem compromissos alheios aos ditames éticos de suas profissões. Em nome de tais interesses, o mineiro cruzeirense, o atleticano, o mineiro em geral, acaba ficando sem informações, sem notícias, sem a verdade que há em muita coisa que acontece em nosso estado, talvez até em nosso país.

    Infelizmente, uma parte considerável de nossa imprensa tem compromissos que não são compatíveis com a ética que a profissão do jornalista exige. E por isso, acredito que:

    1 – este espaço está correto ao buscar a preservação dos que o coordenam.
    2 – penso que toda iniciativa é válida, desde que não resvale no desrespeito, na violência, na segregação, e por isso a coordenação deste movimento merece aplauso por sempre manter isso em vista.
    2 – Robson está correto ao afirmar que não vivemos mais sob o jugo da ditadura e as represálias não deveriam existir.

    Afirmo categoricamente que este espaço não prega a violência nem as ações ilícitas em defesa de quaisquer interesses, e a maior prova disso é a acolhida cordial que sempre tive aqui, e por isso eu respeito este movimento e os que o compõem. Por isso, acredito que as iniciativas que vocês planejam não fugirão a esta regra, e certamente não suscitarão represálias indevidas. O que eu lamento é que nossa imprensa tenha tendências que não coadunam com a ética e o respeito que o jornalismo deve sempre ter como norte. Antes de ter compromisso com este ou aquele time, a imprensa de Minas Gerais tem em seus quadros um grande número de pessoas que, acredito, não respeitam o cidadão, destinatário maior da qualidade de seu trabalho. Estas mesmas pessoas, travestidas de jornalistas, certamente agirão contra qualquer um que vá contra seus interesses, e não hesitarão em lançar ataques veementes.

    De posição que me permite auferir o respeito que sempre me foi dedicado aqui, afirmo que todo o conteúdo deste post é digno de respeito, e plenamente compreensível. Lamento, infelizmente, que isso aconteça, pois é uma pena que nossa imprensa tenha compromissos nefastos, quando poderia fazer muito mais por todos nós, e pela paz que merecemos.

  3. André Ponte Preta Says:

    Um detalhe:
    infelizmente, parte das denúncias do jornalista Fábio Pannunzio pode explicar os estranhos posicionamentos que a imprensa de Minas Gerais costuma tomar.
    Isso não é bom.
    Imprensa, Robson e demais amigos: abraços fraternais. Há tempos não nos vemos! Saúde e sorte para todos.
    E parabéns antecipados, tá na cara que os Estudiantes vão aprender uma dura lição na quarta feira.

    • Robson Tovarish Says:

      Rumo Norte

      Nessa nossa trajetória de vidas sucessivas vivenciamos inúmeras situações; ora fomos algozes, ora fomos vítimas; ora recebemos compreensão e o perdão; ora fomos compreensíveis; ora buscamos reconciliação. Assim caminhamos. Assim vamos progredindo rumo a nossa evolução. Digo isso com todo respeito aos companheiros de movimento.

      O nosso alvinegro companheiro, André é a síntese da rivalidade inteligente e sadia. Cada um ocupando o seu espaço, o blog, os integrantes, os comentários, as ideologias, o respeito e congêneres. Em certo momento, confesso, me coloco na epiderme dos jornalistas, e pergunto? Como o pavilhão alvinegro, ora defendido pela imprensa mineira, não conquista nada, então a única arma é a mídia. A imprensa, reparem, combate com todo fervor, esse “vírus” que é o Cruzeiro Esporte Clube. Amanha é dia de mais uma batalha, e a imprensa esta mais uma vez entalada, sufocada, a mercê de ter que pautar mais uma conquista azul.

      E plagiando trecho do texto do André, o rumo norte da nossa imprensa a leva para a constelação do Cruzeiro do Sul, onde são obrigados a escrever pautas de páginas heróicas e imortais. Diante da qualidade de todos os envolvidos direta ou indiretamente, no conceito deste movimento, me acho importante neste cenário, é bom o homem se sentir presente, na luta incansável para nunca perder o livre arbítrio.

  4. André Ponte Preta Says:

  5. Andre Ponte Preta Says:

    Robson,
    Agradeço de coração as palavras a meu respeito, são verdadeira honra pra mim, e incentivo para meus ideais de paz e amizade.

    Torçamos, meu caro Robson. Cada um pra um time, mas todos, sem exceção, torçamos para que a imprensa do estado de Minas Gerais esteja a altura do povo que construiu a história desta unidade federativa, e boa parte da história deste país!

    Abraços a todos, e feliz quarta feira (claro, pra vocês, hehe).

    • Robson Tovarish Says:

      A vitoria do derrotado

      “Errei mais de nove mil arremessos na minha carreira. Perdi mais de 300 jogos. Em 26 ocasiões, acreditaram que eu ganharia o jogo no arremesso decisivo e errei. Fracassei, fracassei muito na minha vida. E é por isso que eu sou um vencedor.”
      Sabem de quem é essa frase? Ninguém menos do que Michael Jordan, considerado o melhor jogador de basquete de todos os tempos. Hoje, cada vez mais, as derrotas vão fazer parte da rotina de todos, seja no esporte ou no jogo real da vida.

      Um time campeão sabe disso. Ele não gosta de perder, mas tem sangue-frio suficiente para não entrar em desespero nos momentos mais difíceis. Ao contrário, tem sabedoria para aprender com os erros e, principalmente, não jogar as responsabilidades sobre outras pessoas ou qualquer motivo que sirva de justificativa para seu fracasso temporário. O verdadeiro campeão sabe ser tão grande nas derrotas quanto nas vitórias. Não abaixa a cabeça com os erros e entende que eles fazem parte do jogo.

      Tudo isso é importante para que se faça uma reflexão: chega de fazer drama quando se perde uma partida, um negócio, um cliente ou um bem material! Não estou dizendo para comemorarmos derrotas, mas para sermos mais compreensivos com elas, aprender com as dificuldades e torná-las fontes de motivação para novas vitórias e conquistas, está escrito na nossa história e os louros expostos no nosso “arsenal” de trofeus.

      No currículo de um vencedor, com certeza encontraremos algumas derrotas, assim como algumas vitórias também farão parte da vida de um fracassado. O triste da vida não é ter problemas ou derrotas. O triste da vida é ser medíocre. É não errar pelo simples fato de nunca ter tentado, nunca ter ousado. Todos nós estamos em constante disputa. E aqui vale a sábia lição expressa na frase síntese do ideal olímpico: “O importante é competir”. Somente serão vencedores os que souberem competir, ou seja, os que tiverem capacidade de extrair lições de suas derrotas, pois sabem que elas serão temporárias. Os que se abatem com as derrotas nunca terão condições psicológicas e emocionais para dar a volta por cima.

      Nunca confunda derrotas com fracasso, nem vitórias com sucesso. Na vida de um campeão vão acontecer derrotas da mesma forma que na carreira de um perdedor vão ter algumas vitórias. A diferença é que o campeão é humilde nas derrotas e tem a coragem de enfrentá-las. O pior na vida não é perder, mas sim não ter a coragem de ousar! Talvez nesse momento da sua vida, você esteja curtindo a dor de uma derrota. Lembre-se de aprender as lições dessa dificuldade para mobilizar a sua força interior e renascer das cinzas para novos vôos e vitórias e isso companheiros o nosso Cruzeiro tem de sobra

      Texto de Roberto Shinyashiki – adaptação: Robson Tovarish

  6. ACS Says:

    Parabens pelo texto Robson, vivendo e aprendendo.

    • Robson Tovarish Says:

      Obrigado!

      Aqui vamos fazendo amigos pelas letras, dentro dos parágrafos, em busca de paz e direitos democráticos, usando os ideais de fé e a razão que cada um aqui neste espaço carrega dentro do peito.

  7. Andre Ponte Preta Says:

    Salve, Robson!

    A publicação deste seu texto é um capítulo a parte na história deste espaço. Ele transcende a paixão futebolística, e serve como norte para que o leitor não perca as esperanças nunca.

    No mundo de hoje, em que cada dia nos traz menos esperança e fé, são palavras como estas que devem ecoar. A sabedoria que elas contém certamente é um presente para todos!

    Parabéns! Foi mais uma aula que você patrocina!

  8. Robson Tovarish Says:

    Obrigado!

    Aqui vamos fazendo amigos (alvinegros) pelas letras, dentro dos parágrafos, em busca de paz e direitos democráticos, usando os ideais de fé e a razão que cada um aqui neste espaço carrega dentro do peito.

  9. Robson Tovarish Says:

    Com todo respeito: Minha paciência acabou

    O presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella ligou para a rádio Itatiaia no programa bastidores nesta terça-feira (21) e desmentiu veementemente as palavras do repórter da Rádio Itatiaia, Arthur Morais, quando o mesmo noticiou a saída do treinador Adilson Batista e a chegada de Murici Ramalho. Segundo Zezé Perrella, “O senhor Arthur Morais está tentando tumultuar a vida aqui no Cruzeiro, eu nunca conversei com o Murici e eu não admito esse comportamento.

    Ele vende e traz jogadores e fala abertamente que não gosta do nosso treinador, com todo respeito que eu tenho pela imprensa fica difícil admitir um comportamento desses e não é a primeira vez”, desabafou o presidente.

    Aí está companheiros a deixa para que este movimento ganhe um aliado de peso. O presidente do Cruzeiro deixou bem claro que sua paciência acabou. Chegou a hora de equiparmos com todas as “armas” na forma de dados e emitirmos ao presidente Zezé, inclusive com os níveis de audiência e frequência deste blog.

    Saudações Azuis

    • ACS Says:

      Robson, a Itatiaia sempre faz questão de tumultuar a organização Cruzeirense. Queria que o Presidente e o porta voz do Cruzeiro não permita a entrada de reporter que tem o objetivo de vender notícias falsas tanto na radio como na televisão e jornal.
      vamos controlar a entrada de quem quer tumulto.
      Em nossa casa não deixamos qualquer um entrar sem ser conhecido, porque no Cruzeiro não pode ser assim ?

    • Robson Tovarish Says:

      Perdão, Senhores(as) leia-se Muricy Ramalho.

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